SITE ABRADE SITE TVCEI SITE FEB COMUNIDADE NO ORKUT SITE FERGS
 
 
 
 
Religião / Grandes Espíritas / Maria Dolores
 

Maria de Carvalho Leite, a conhecida Maria Dolores no Espiritismo, renasceu em Bonfim da Feira (Bahia) em 10 de setembro de 1901 e desencarnou, vitimada por pneumonia, em 27 de julho de 1958; teve três irmãos e duas irmãs; seus pais terrestres foram Hermenegildo Leite e Balmina de Carvalho Leite.

Maria Dolores, também chamada de Madô ou de Mariinha, diplomou-se professora em 1916 e lecionou no Educandário dos Perdões e no Ginásio Carneiro Ribeiro, ambos em Salvador - Bahia; durante sua vida também dedicou-se à Arte Poética e foi redatora-chefe, durante 13 anos, da página feminina do Jornal \"O Imparcial\", além de colaborar no \"Diário de Notícias\": sua produção poética foi reunida no livro \"Ciranda da Vida\" cujos recursos financeiros foram destinados à instituição \"Lar das Meninas sem Lar\".

Casada com o médico Odilon Machado, após alguns anos de sofrimento conjugal, desquitou-se sem ter filhos do próprio ventre; talvez por isso dedicou-se ao \"Lar das Meninas sem Lar\", amparando crianças de outras mães, chegando, inclusive, a abrigar crianças em sua própria casa.

Posteriormente ao desquite e residindo em Itabuna - Bahia, conheceu o italiano Carlos Carmine Larocca, radicado no Brasil, e com ele constituiu novo lar.

Ainda em Itabuna, adotou por filha, em 1936, Nilza Yara Larocca; em 1947 mudou-se para Salvador com o novo companheiro e ajudando-o na administração do \"Café Baiano\" e da tipografia \"A Época\", ambos de sua propriedade.

Em Salvador, adotou por filhas Maria Regina e Maria Rita (1954), Leny e Eliene (1956) e Lisbeth (1958).

Maria Dolores foi membro da Legião da Boa Vontade a quem prestou serviços de beneficência, partilhando seus dons de pianista, pintora, costureira e dedicada à arte culinária.

Maria Dolores também foi colaboradora ativa da obra de Divaldo Pereira Franco: em 15 de agosto de 1952 foi fundada a \"Mansão do Caminho\", sendo que algumas das primeiras louças e talheres foram por ela doadas, além de trabalhar voluntariamente na \"Mansão...\", incluindo-se o seu trabalho na confecção de cartões de Natal, pintados por suas mãos para serem vendidos em benefício daquela Casa.

A partir do ano de 1971 e na condição de espírito livre tornou-se ativa escritora através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier: contos em versos, poemas e trovas.

A relação de suas obras individuais recebidas por Chico Xavier e publicadas por várias editoras espíritas do país é a seguinte:
- Antologia da Espiritualidade, publicada pela Federação Espírita Brasileira em 1971;
- Maria Dolores, publicada pelo Instituto Divulgação Editora André Luiz (IDEAL) em 1977;
- Coração e Vida, publicada pelo IDEAL em 1978;
- A Vida Conta, publicada pela Cutura Espírita União (CEU) em 1980;
- Caminhos do Amor, publicada pela CEU em 1983;
- Alma e Vida, publicada pela CEU em 1984;
- Dádivas de Amor, publicada pelo IDEAL em 1990.

Em várias obras mistas, em prosa e verso, de Chico Xavier existem dezenas de produções poéticas de Maria Dolores, sobretudo com temáticas para o Natal e o dia das Mães.

Em parceria com o espírito Meimei, psicografou através de Chico Xavier a obra \"Somente Amor\", publicada pelo IDEAL em 1978.

Vários livros psicografados por Chico Xavier trazem o seguinte acerco de trovas escritas por Maria Dolores:
- duas em Chão de Flores, publicado pelo IDEAL em 1975;
- uma em Notícias do Além publicado pelo Instituto de Difusão Espírita (IDE) em 1980;
- uma em Praça da Amizade, publicado pela Cultura Espírita União (CEU), em 1982;
- uma em Recados da Vida, publicado pelo GEEM em 1983;
- três em Os Dois Maiores Amores, publicado pela CEU em 1983;
- uma em Sementes de Luz, publicado pelo IDEAL em 1987;
- duas em Roseiral de Luz, publicado pela União Espírita Mineira em 1988;
- duas em Pétalas da Primavera, publicado pela União Espírita Mineira em 1990;
- uma em Fulgor no Entardecer, publicado pela União Espírita Mineira em 1991;
- uma em Uma Vida de Amor e Caridade publicado pela Editora Fonte Viva em 1992;
- três em Preito de Amor, publicado pelo Grupo Espírita Emmanuel S/C Editora (GEEM) em 1993.

De 1971 a 1993 foram vinte e dois anos em que Maria Dolores esteve associada ao mandato mediúnico de Chico Xavier.

Prefaciando suas obras mediúnicas individuais, o espírito Emmanuel assim qualifica Maria Dolores: \"denodada obreira do Bem Eterno\", \"intérprete de Jesus\", \"alma abnegada de irmã\", \"irmã querida\", \"poetisa da vida\", \"Mensageira da Espiritualidade\", \"devotada Seareira do Bem\", \"irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior\".

As criações poético-mediúnicas de Maria Dolores, sob as formas de poemas e trovas, não fazem apologia da arte pela arte; pelo contrário, sua finalidade político-pedagógica é traduzir observações e vivências na \"exaltação do Bem sob o patrocínio de Jesus\" e contribuir para a sublimação dos sentimentos humanos.

Texto: Prof. Msc. Carlos Roberto Fernandes
www.carlosfernandes.prosaeverso.net
carlosfernandes@ceunes.ufes.br

 
 
 
Pesquisa personalizada
 
 
 
© 2008 - 2010 - A Serviço do Espiritismo. Desenvolvido por Famme Design